sábado, 20 de outubro de 2007

Nostalgia

Hoje eu acordei cheia de saudades. Mas é saudade mesmo, daquela que chega dói. Sabe como é? Saudades de aturar a minha t.p.m e a de mais umas 15 num mesmo mês. Saudades das idas à casinha, das brigas, das fofocas e cantorias no "sofá da hebe" (estudar que é bom nada!), dos casadinhos, tortas alemãs, refrigerantes, réguas, computadores, cigarros, máquinas e papéis pardos compartilhados, assim como as angústias, dúvidas, alegrias e relatos do fim de semana. Saudades também das voltas de carro (pra onde mesmo?), dos almoços, do cinema, das festas, do champagne e do narguilé numa tarde de quinta. Foram 2 anos e meio de convivência com as pessoas mais incríveis que eu desejaria ter conhecido, seja da ala leste ou oeste (hahaha). Váááários micos, desavenças, situações engraçadas e inusitadas, coisas legais e ilegais.
Um beijo especial para a Marcinha, Eli, Flavitz, Tabi, Thalithão, Nat, Claris e pra Luly que apareceu aos 45 do segundo tempo, mas é tão especial quanto as outras. Amo todas!
Saudades também de minha mãe que a essa hora deve tá na praia, tomando cerveja e comendo caranguejo. Essa saudade daí eu mato amanhã, mas o resto dessas meninas, só matando! Sumam mesmo! ¬¬
"Amigo é aquele que sabe tudo a seu respeito, e, mesmo assim,ainda gosta de você"

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Goethe

"Dê-me o benefício das suas convicções, se as tiver, mas guarde para si as dúvidas. Bastam-me as que tenho."
Por hoje basta! Estou nauseada e fatigada.

Recomendo!




Pra quem curte fotografias, montagens e afins: http://www.deviantart.com/

Recomendadíssimo!

Carlos Drummond de Andrade

"E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio — e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua para se encostar,
sem cavalo preto que fuja do galope,
você marcha, José!
José, para onde?"

Contradições

O ser humano é mesmo um bicho complicado. Pra quê a gente precisa de terapia pra resolver nossos conflitos internos, sendo que para que isso aconteça só depende de nós mesmos? Vai entender? Às vezes eu acho que se eu fosse um cachorro, ou qualquer outro animal irracional que age por instinto, a vida seria bem menos complicada. Mas isso daí eu resolvo em minha próxima análise.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

:)

É engraçado como há 2 ou 3 meses atrás eu vivia reclamando da minha rotina. Dias sem muita graça, excitação ou sofrimento, os famosos dias normais. De segunda a sexta as tais obrigações de "dia de semana" e nos finais de semana, vários, inúmeros cigarros entre um gole e outro de cerveja pra extravasar, reclamar da rotina (claro!) e falar sobre meus planos. Ah sim! Conto 15 ou 20 cigarros. Incontáveis mesmo eram planos! Devo ter programado minha vida até os 30 anos, no mínimo. Me via linda e loira, bem sucedida e aí então pronta pra abdicar certas coisas e construir uma família. Mas no dia 10 de outubro, em menos de 5 minutos (nem 20 segundos, pra falar a verdade), eu vi minha vida dar um volta de 180º. Agora tudo mudou! A ordem das coisas se inverteu, o cenário mudou, os valores mudaram, os planos já não são os mesmos e muito menos a protagonista dessa história.

Acredito que nada acontece por acaso e acredito cada vez mais que essa mudança tão radical em minha vida será para melhor. Já está sendo e estou aprendendo bastante com tudo isso. A Larissa aqui já evoluiu um bocado. Aprendeu a ser menos ansiosa, menos egoísta e principalmente que cada coisa tem seu tempo. Também largou o cigarro, aprendeu a gostar de suco de frutas e que ficar em casa num sábado a noite está longe de ser o fim do mundo.

Vou aproveitar pra agradecer e deixar um beijo a todos quem tem me apoiado nesse momento tão importante. E obrigada mais uma vez a Vivi, ao Enio, a Flá, a Nat, a Thaís e a minha família maravilhosa.

Clarice Lispector


"Abandone-se, tente tudo suavemente, não se esforce por conseguir - esqueça completamente o que aconteceu e tudo voltará com naturalidade."
Laços de família.

Dia atípico

Sempre tive vontade de escrever um blog. Não sei por que eu não havia tomado essa iniciativa antes. Talvez por preguiça ou falta do que escrever mesmo. Mas por que justo hoje? Isso eu também não sei. A chuva, tão esperada, pode ter me inspirado ou o desejo de desabafar, dividir minhas inquietações, gostos ou meu cotidiano com alguém, ou ninguém (tanto faz!), tenha falado mais alto.
Meu beijo especial vai pra Vivi Freitas. Acho que ela nem sabe a importância daquele e-mail nesse momento tão conturbado, onde as coisas caminham na velocidade da luz.
:***